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Rebento da desigualdade

28

out 2020

Rebento da desigualdade

 

Não é preciso estudar ciências sociais ou antropologia para tentar entender a violência que assola o País, em especial no Rio de Janeiro. Não bastassem traficantes e assaltantes de toda ordem, há as milícias, formadas por ex-agentes de segurança e até alguns policiais da ativa.

Consta, de acordo com relatos à imprensa, que as milícias no Rio estão interferindo até nas eleições municipais, determinando o que pode e não pode ser exposto e quem deve se candidatar.

Por mais que se combata o crime organizado e a violência, o que se vê é que essas ações não conseguem por fim ao problema, nascido a partir da libertação dos escravos, que por falta de programas de governo tiveram que buscar moradia nas primeiras favelas.

Marginalizar e criminalizar a desigualdade, portanto, há mais de 100 anos está provado que não dá certo. Onde o estado não é presente, não proporciona segurança, não chega a saúde, o transporte, os serviços básicos.

A continuar nessa incubadora, daremos à luz o caos.

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